O Brasil passou por uma grave crise nessa última década. Diante disso, tivemos uma grande taxa de desemprego. Já que o emprego do país é um dos pilares da economia que mais sofrem com uma crise.

Os índices de desemprego no final da década passada no Brasil foram de assustar. Dilma saiu da presidência com cerca de 11% de desempregados. Já o Temer saiu com 11.6%. Ou seja, esse era um “problemão” para o novo governo em 2019.

O emprego no governo atual

No primeiro ano de governo, a taxa de desemprego se manteve consistente como nos últimos anos. Com isso, fica claro que, apesar de ter um saldo positivo na criação de emprego, ele ainda é um problema para o País.

Ainda mais que o emprego é o último fator na economia que se recupera de uma crise, e o Brasil está começando a sair de uma agora. Dessa forma, isso se torna claro quando o país, que em 2016 fechou com cerca de 2.000.000 de vagas de emprego negativas, criou em 2019 cerca de 644.079 novas vagas.

Esse gráfico feito pelo BBC, com fontes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra essa evolução.

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Agora, claro que essa retomada do emprego não vem do além. Ela está atrelada a alguns fatores que ocorreu nos últimos anos.

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A reforma trabalhista

Essa reforma feita ainda no governo Temer trás dois tipos de contratos: O trabalho intermitente e o parcial. Assim, eles foram responsáveis por quase 17% das carteiras de trabalho assinadas.

O contrato parcial, apesar de já existir antes, foi flexibilizado na reforma. Ele consiste na jornada de trabalho do assalariado seja menor do que o tempo integral.

Por outro lado, o contrato intermitente consiste em uma pessoa ter a carteira assinada, porém não tem horário e nem salário fixo.

Esse segundo ainda é um pouco polêmico e ainda será discutido pelo Supremo Tribunal Federal sobre sua constitucionalidade.

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O emprego no setor imobiliário

Depois de 5 anos em queda, o setor imobiliário finalmente teve um saldo positivo de emprego. Devido a alta queda da taxa básica de juros, as pessoas voltam a investir no setor.

Isso é consequência de dois fatores. Primeiramente, as pessoas tendem a sair dos investimentos em renda fixa, pela baixa rentabilidade, e o setor imobiliário é um dos preferidos pelos brasileiros.

Do mesmo modo, com a taxa de juros baixa, as pessoas estão mais propensas a pegar empréstimos para financiar um apartamento, casa, entre outros.

Com isso, a demanda pelo produto aumentando, a oferta tende a acompanhar. Assim, se mais pessoas querem comprar um imóvel, mais imóveis são feitos pelas construtoras. Consequentemente, mais pessoas são contratadas.

Outro fator interessante é que esse reestabelecimento do emprego no setor imobiliário é quase todo feito pela iniciativa privada. Isso se dá pelo fato da crise fiscal do país ser tão enorme e os governos não tem dinheiro para investir no setor.

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O “flop” do setor industrial

Se de um lado um setor mostrou uma recuperação, o setor industrial sofreu em 2019. Consequentemente, sua contribuição para o emprego no ano não passou dos 3%.

Definitivamente, a guerra comercial entre China e Estados Unidos trouxeram muitos contras para o Brasil. Do mesmo modo que a Guerra freia o comércio no mundo todo, as indústrias dos países consequentemente produzem menos.

Juntamente com isso, um dos maiores “clientes” da indústria brasileira passou por uma crise gigantesca em 2019, a Argentina.

Dessa forma, a crise lá é tão grande que o governo teve que tomar medidas drásticas, como o congelamento de preços, que é sempre prejudicial para a economia de um país.

Assim, o comércio exterior da indústria foi péssimo, mesmo com o dólar nas alturas. Do mesmo modo, o interno também deixou a desejar, visto que a indústria vendeu mais seus estoques (cheio por causa da crise dos anos anteriores), produzindo muito pouco.

Diante desses fatores, vemos que o ano foi horrível para o setor industrial brasileiro.

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Afinal, o que os números mostram?

Com isso, diante todos esses fatores de emprego no país, é notório que a economia está voltando a crescer. Claro que isso está ocorrendo em passos muito lentos, visto que não existe milagres nesse mundo da economia.

Atualmente, o desemprego no país ainda está muito alto. Por outro lado, esses dois últimos anos com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada tem tornado os brasileiros otimistas para a economia, depois de praticamente uma década perdida.

Os impactos desses fatores econômicos já foram explicado mais a fundo aqui, para saber mais, clique no botão abaixo!

E você, o que está achando do desempenho econômico do Brasil nos últimos anos? Comenta aqui embaixo pra gente!!