Sempre que tratamos sobre propriedade em economia, tratamos também sobre os direitos dessa propriedade. Porém, você sabe o que são royalties?

O termo deriva do inglês “royal”, que significa “aquilo que é real” ou, ainda “aquilo que pertence ao rei”. 

Dessa forma, podemos entender que o termo pode ser utilizado para nos referirmos a alguma regalia ou privilégio. Nesse post, vamos te explicar o que são essas regalias, como funcionam e quem pode obtê-las.

O que são os Royalties?

A princípio, os royalties na economia são a quantidade paga em dinheiro pelo uso de algo que é de outra pessoa. De forma mais específica, é o valor dos direitos de uso de algo.

Assim sendo, sempre que alguém deseja comercializar ou explorar algum produto de outra pessoa, este alguém precisa pagar pelos direitos de uso da propriedade do outro. 

Este produto, no entanto, pode ter vários aspectos. Por isso, royalties podem ser adquiridos nas mais diferentes esferas.

Ainda mais, podemos dividir os royalties em duas categorias: os públicos e os privados.

Quais são os royalties públicos?

Royalties públicos são aqueles que uma pessoa física ou jurídica (privada) deve pagar ao governo do país. Desse modo, ao explorar determinado bem, uma porcentagem dos lucros deverão ser destinados ao Estado. 

Os principais exemplos nessa área são os recursos naturais:

  • Petróleo;
  • Carvão mineral;
  • Gás natural;
  • Água (usinas hidrelétricas, por exemplo).

Isso ocorre, pois, estes recursos são tomados como patrimônio público, pertencentes ao território estatal e não podem ser 100% privados.

Por isso, sempre que uma empresa explorar terrenos que possuam petróleo, carvão mineral, gás natural e água, ela deverá pagar royalties ao Estado.

E os privados?

Os royalties privados são mais comuns em relação ao direito de propriedade intelectual. Isto é, em relação às criações de outras pessoas.

Desse modo, sempre que uma editora vende uma cópia de algum dos livros de Harry Potter, por exemplo, sua escritora J.K. Rowling ganhará uma porcentagem. J.K. Rowling se tornou bilionária na década de 2000 e a mulher mais rica do mundo, graças aos direitos de propriedade intelectual que seus 7 livros lhe renderam.

Outro bom exemplo são as músicas. Quando um diretor de cinema quer usar uma música em seu filme, ele deve pagar uma boa porcentagem ao compositor e cantor da música.

Já pensou na quantia que Céline Dion ganhou com Titanic? Bom, não foi pouco. Desde a estreia do filme, a cantora vendeu mais de 11 milhões de cópias da música.

Royalties: My Heart Will Go On

Da mesma forma, quando uma pessoa pretende abrir uma franquia de uma empresa já existente, o dono da marca ganhará royalties em cima da franquia, todos os meses.

E as patentes?

Sobretudo, as patentes são nada mais que uma confirmação de que uma coisa tem um dono. Sendo assim, patentear uma ideia significa apenas que ninguém pode tomar para si o direito de criação dela. 

A patenteação de um bem é o que dá a seu inventor o direito de cobrar royalties pelo uso e exploração daquele bem.

No entanto, nem todas as patentes não são eternas. Algumas possuem data de validade, como as receitas de remédios, que depois de algum tempo podem ser reproduzidos por todos (no Brasil, conhecemos as reproduções como “genéricos”) sem que o dono possua 100% do direito de propriedade.

Geralmente, patentes eternas são aquelas referentes aos bens públicos/recursos naturais, que continuam sendo do Estado, a menos que uma lei mude isso.

Entendeu como os royalties geram renda para seus proprietários?

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