O plano Pró-Brasil tem sido destaque na mídia sobretudo pela falta de participação do ministro da economia, Paulo Guedes, em sua elaboração.

Conhecidamente liberal, os ideias do ministro vão contra os investimentos públicos, aos quais o plano faz referência.

Dessa maneira, primeiramente será explicado brevemente do que se trata o plano para, então, apontar o posicionamento do ministro.

Pró-Brasil

Assim sendo, o plano Pró-Brasil é anunciado como um programa de retomada da economia brasileira para enfrentar as consequências da crise do coronavírus.

Bem como, conta com o investimento público de 30 bilhões de reais (0,2% do PIB) e contratos de concessões à iniciativa privada em 250 milhões.

Portanto, seus objetivos são:

  • Investimentos em obras públicas e parcerias com o setor privado;
  • Medidas estruturantes, como segurança jurídica, e promoção de um ambiente de negócios.

É importante saber que esse plano do governo Bolsonaro está sob coordenação de Walter Braga Netto, ministro da Casa Civil.

General Braga Netto apresenta plano pró-Brasil – Hora do Povo
Walter Braga Netto

Ademais, conta com a atuação do ministro de desenvolvimento regional, Rogério Marinho, e o ministro da infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Por outro lado, esse programa tem sido duramente criticado pela falta de clareza e de detalhamento de em que áreas os recursos serão gastos.

Já escrevemos mais detalhadamente sobre o plano. Para ler, clique aqui.

Rogério Marinho e Tarcísio de Freitas

Paulo Guedes 

Dessa forma, quanto ao Paulo Guedes, os investimentos públicos vão contra ideais liberais do ministro que afirma que o crescimento vem de:

  • Abertura da economia;
  • Investimentos privados;
  • Reformas;
  • Turismo.

Quer entender sobre o liberalismo, e as outras escolas do pensamento econômico? Clique aqui. 

Não bastasse isso, Paulo Guedes afirma que essa estratégia se assemelha a política feita no período Dilma de  investimentos públicos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Ademais, o ministro ressalta que, mesmo em cenário de pandemia, o governo terá que respeitar a lei da responsabilidade fiscal de controle dos gastos, pois o valor do programa ultrapassa a política de teto de gastos. 

Economista Roberto Fendt será o novo secretário de assuntos ...
Paulo Guedes

Por fim, afirma que a soma dos gastos desse plano com aqueles já existentes devido ao coronavírus, podem gerar

  • Descontrole do endividamento do país;
  • Frear a recuperação do país após a pandemia.

É importante lembrar que esse plano também não tem agradado nem aqueles que apoiam os investimentos, pois dizem que o pacote econômico é insuficiente tendo em vista a amplitude da crise.

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