5 fatores que mudaram na vida dos britânicos Pós-BREXIT

Em 1° de janeiro de 2021 o período de transição do BREXIT finalmente terminou. Posteriormente a quatro anos de negociações entre Londres e Bruxelas desde o polêmico referendo de 2016. Cheque as demais matérias do Boletim sobre BREXIT aqui e aqui.

Assim, atualmente estamos vendo os impactos da polêmica saída do Reino Unido da União Europeia na vida de seus cidadãos.

Dessa forma, no post de hoje listaremos as cinco principais mudanças do período pós-BREXIT.

Torre do Big Ben, no Palácio de Westminster, lar do parlamento britânico, Londres, Reino Unido.

1. LIVRE-CIRCULAÇÃO REINO UNIDO-UNIÃO EUROPEIA

O acordo de livre comércio feito entre ambas as partes não foi capaz de manter a livre-circulação entre Reino Unido e União Europeia. Cidadãos britânicos e europeus vão precisar pedir um visto para conseguirem cruzar a fronteira, tanto a trabalho quanto a turismo, com exceção em casos de saúde.

Além disso, a saída também afetou os setores de bens e serviços. Visto que apesar de terem acordado não impor barreiras tarifárias, a burocracia complica o processo. Tal fato já afeta as cadeias de abastecimento entre Reino Unido e UE.

As medidas já preocupam alguns setores, como a exportação de carne britânica. A Associação Britânica de Processadores de Carne projeta uma perca definitiva entre 20% e 50% de seu mercado. Além disso, outros setores como o roaming para celular ainda vão sofrer mudanças nos próximos anos.

2. EDUCAÇÃO

Com o BREXT, o Reino Unido vai deixar de fazer parte do ERASMUS, programa de incentivo de intercâmbios e bolsas de estudos do bloco europeu, sobretudo vai dificultar o trânsito de estudantes e acadêmicos dos dois lados do Canal da Mancha.

Contudo, o Primeiro Ministro Boris Johnson promete adotar alternativas nacionais, porém ainda não divulgaram muitas informações sobre o tópico.

Outros impactos

A saída do programa vai impactar em outros campos, como na produção de conhecimento nas universidades e centros de pesquisa britânicos visto que essa dificuldade pode fazer com que pesquisadores europeus prefiram outros destinos dentro do bloco, como França e Alemanha.

Além disso, pode ter efeito na mão-de-obra disponível no país, que já sofre com a população ficando mais velha e taxas baixa de nascimento. Isso porque parte da mão-de-obra qualificada vem de estudantes que se graduam nas instituições do país e decidem permanecer nele, integrando seu mercado de trabalho.

3.FLUXOS DE INVESTIMENTO DIRETO ESTRANGEIRO (IDE)

O Relatório Mundial de Investimentos de 2020 da UNCTAD indicou que os fluxos de IDE no Reino Unido caíram pelo segundo ano seguido. A saída do bloco torna o mercado britânico menos atrativo aos investidores externos, além disso, quase metade do IDE no país vinham de outros países da União Europeia.

Por outro lado, grande parte das sedes europeias das empresas listadas na Fortune 500 estão em Londres. Além de ser o oitavo país melhor país para negócios de acordo com o guia da Doing Business de 2020 do Banco Mundial.

Distrito financeiro de Londres, Reino Unido.

4. SAÚDE

Cidadãos britânicos não vão ter mais direito de usar o cartão de saúde comum a cidadãos europeus quando viajarem para os países do bloco, nem cidadãos europeus de usarem o NHS – o serviço público de saúde britânico – quando estiverem ao Reino Unido.

Por isso o governo central de Londres recomenda seus cidadãos adquirirem um seguro saúde antes de viajarem para os países da União Europeia.

5. E A IRLANDA?

Os conflitos entre irlandeses e britânicos do século XX exigiram que as medidas aplicadas à Irlanda do Norte, que é parte do Reino Unido, fossem diferentes que ao restante da união, com medo que disputas entre os países voltassem. Esta foi uma questão central durante as negociações.

Dessa forma, as preocupações sobre as questões que envolvem as duas partes e a fronteira terrestre entre as “Irlandas” causaram exceções nos acordos que têm como objetivo evitar futuros conflitos. Neste caso houveram acordos bilaterais feitos com a República da Irlanda.

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