Cop-26: Resultados e Compromissos

O que é a COP-26 vocês já sabem, mas será que os resultados foram tão positivos quanto os ambientalistas e cientistas esperavam ?

A conferência terminou no dia 13 de novembro, se estendendo por mais um dia, e, segundo os especialistas, os acordos deixaram a desejar. O objetivo do principal do evento era que os países firmaram um compromisso de redução da poluição em, pelo menos, 1% ao ano.

Porém, mesmo abaixo do esperado pelos especialistas e ambientalistas, houveram avanços na discussão.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) o documento final reflete “interesses, contradições e momento da vontade política do mundo hoje”. A fala veio do próprio secretário-geral da organização. 

ONU News – Cop26 chega ao fim com acordo final

Detalhes do Acordo

China e Índia solicitaram modificações no texto final com relação às metas relacionadas ao uso do carvão. Os países pediram que a palavra “eliminação” fosse trocada por “redução gradual”. Evidenciando assim a dependência desses países com relação ao minério.

Os países também aprovaram um aumento no financiamento para a ação climática, incluindo também os países em desenvolvimento. O valor total de arrecadação ultrapassará os 100 bilhões de euros por ano.

Tal acordo prevê também a antecipação dos prazos dos acordos apresentados pelos países, sendo assim eles terão que cumprir suas metas antes do período planejado. Eles apresentarão seus resultados na conferência do ano que vem na COP-27, que já possui local escolhido o Egito.

Principais conquistas da COP-26

A conferência reuniu 50 mil pessoas online, que contribuíram e assistiram ao encontro. Além disso, líderes de 120 países, representando cerca de 90% das florestas do mundo, se comprometeram a reduzir o desmatamento até 2030.

Houve também promessas sobre a redução do gás metano. Ademais, houve o compromisso firmado por mais de 100 países, em reduzir a emissão dos gases que causam o efeito estufa até o ano de 2030.

Além disso, grandes consumidores de carvão concordaram em abandonar o uso do minério. Esse países foram a China, Polônia e Vietnã. Portanto é um grande avanço, visto que o carvão é um dos maiores geradores de emissões de carbono.

Outra conquista foi o fato de que cerca de 500 empresas de serviços financeiros globais concordaram em arrecadar 130 trilhões de euros. O objetivo é alcançar as metas firmadas no acordo de Paris, conseguindo então limitar o aquecimento global 1.5ºC.

Um dos acordos foi até inusitado, China e Estado concordaram em aumentar suas cooperações climáticas na próxima década. Ambos os países concordaram em investir mais em energia limpa e reduzir seus consumos de metano e carvão.

Além disso, também concordaram em manter viva a meta do acordo de Paris.

Com relação ao transporte o acordo foi, podemos dizer que ousado. A meta é acabar com a venda de motores de combustão interna até o ano de 2035 nos principais mercados. Porém até 2040 seria encerrado em todo mundo. Ainda mais 13 nações também se comprometeram a acabar com a venda de veículos pesados movidos a combustíveis fósseis até 2040.

Por fim, houveram alianças inéditas. A Irlanda, a França e a Dinamarca se uniram com o objetivo de definir uma data final para a exploração e extração nacional de petróleo e gás.

O Brasil

O governo brasileiro lançou uma nota em seu site sobre a conferência. Ele afirma que o país contribui de forma construtiva com a COP-26 e que os representantes brasileiros na conferência atuaram de forma colaborativa. Ainda mais afirmou apoio as metas do Acordo de Paris.

O próprio site do governo afirma que tais soluções climáticas dependem do desenvolvimento sustentável, redução de emissões, aumento na capacidade de adaptação, redução de riscos e eliminação de padrões insustentáveis produção e consumo. Porém, nada muito específico foi dito pelo governo.

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e o presidente da CNI participaram de evento na COP-26

Embora ele tenha firmado apoio nas palavras, a meta brasileira não fica clara. Portanto, no que se comprometeu o Brasil? Isso é difícil de responder. A atuação do país na conferência foi considerada apática, sendo assim não houve muito protagonismo do país na conferência.

Conclusão

Em resumo, os resultados, embora positivos, não foram conforme o esperado. A ONU espera conseguir avanços mais significativos no ano que vem. Porém, se os países cumprirem os acordos, já será possível observar grandes melhoras na pauta climática.

Com relação ao Brasil, ele precisa ser mais ousado em suas metas para o meio ambiente. Vale lembrar que esse ano foi um ano de aumento no desmatamento e na emissão de poluentes pelo país. Sendo assim é notória a necessidade de uma política mais eifcaz.

Vale lembrar também que essas metas são o primeiro passo de uma grande corrida para reduzir os impactos no meio ambiente. Portanto é do interesse de todos que elas sejam cumpridas. Cabe a população de cada país observar e cobrar o desempenho de seus governantes no assunto.

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