O Rio de Janeiro está afundando por causa da corrupção. É difícil dizer o momento que esse caos começou. O que parece é que cada governo é mais corrupto que o anterior, como se fosse uma competição.

Políticos desviando dinheiro, pagando/recebendo propina ou participando de organizações criminosas são apenas alguns crimes, onde a população é a parte dessa equação que fica mais prejudicada. Para saber mais sobre como a corrupção destruiu o Rio de Janeiro, continue com a gente.

Corrupção

Corrupção e crise

À primeira vista, o estado do Rio de Janeiro está em ruínas principalmente por causa da corrupção. Desequilíbrios nas contas públicas, gastos muito elevados com futilidades, como vários gastos sem sentido nas Olimpíadas de 2016. Tudo isso já acontecia há muito tempo, mas ficou ainda mais escancarado com a crise de 2015.

Isso afetou muito os serviços públicos de maneira negativa. Como a saúde, a segurança e a educação. Esses serviços ficaram sucateados por “falta de dinheiro”, gerando falta de medicamentos, insumos e até merendas escolares. Mas sabemos que essa não é a história verdadeira.

Um exemplo é o caso do Jorge Picciani e cinco conselheiros que foram acusados e presos por suspeita de recebimento de propina de 1% sobre valores contratados de empreiteiras. Tudo aponta que recebiam dinheiro para fazer vista grossa e aprovar obras, como a do Maracanã e a da linha 4 do  metrô.

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Caso Witzel: corrupção

Sob o mesmo ponto de vista, no finalzinho de agosto, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel e sua esposa, Helena Witzel, foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O casal foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na forma de crime continuado, repetidas 25 vezes.

A denúncia afirma que Witzel usou o cargo para montar uma organização criminosa, na qual movimentou quase 555 mil reais em propinas pagas por empresários da área da saúde ao escritório de advocacia sua esposa Helena.

Na petição, a PGR pede a condenação do casal, a decretação da perda do cargo público de Wilson Witzel e o pagamento de indenização de no mínimo 1.108.473 de reais aos cofres públicos.  

Por fim, desde o dia 28 de agosto, Witzel  está afastado. Atualmente, o afastamento é de 180 dias, segundo a votação do STJ.  Como resultado, 14 ministros decidiram manter a decisão. Apenas um votou contra.

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Casos anteriores de corrupção no Rio de Janeiro

Wilson Witzel é o sexto governador investigado por corrupção no Rio de Janeiro. Vamos relembrar os outros políticos que já foram até presos. 

Moreira Franco

Moreira Franco, que governou o estado no final da década de 80, foi preso em março de 2019, pela Operação Lava-Jato. Foi apontado como operador de Michel Temer em esquema de propinas. As detenções ocorreram em desdobramento da delação do dono da Engevix, José Antunes Sobrinho, que afirma ter pago 1 milhão de reais em propina ao policial reformado João Baptista Lima Filho, a pedido do ex-governador. Passou quatro noites preso, mas foi solto.

Anthony Garotinho

Eleito em 1998, Anthony Garotinho foi preso quatro vezes por compra de votos durante a eleição municipal de 2016, fraude eleitoral em 2017, corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais também em 2017 e teve outra passagem pela cadeia, sob acusação de superfaturamento de contratos em 2019.

Rosinha Garotinho

Presa junto com o marido, Anthony Garotinho, em 2017. Ambos acusados de integrar organização criminosa que arrecadava fundos de forma ilícita para financiar campanhas próprias e de aliados. Em 2019, assim como o marido, ela também teve uma breve passagem pela prisão sob acusação de superfaturamento na prefeitura de Campos. No início desse ano,  foi condenada por improbidade administrativa.

Sérgio Cabral

Ao contrário dos outros, foi o único dos ex-governadores que segue preso, Cabral foi detido em novembro de 2016, sob a suspeita de desviar mais de 200 milhões de reais em contratos públicos durante o seu governo. Sua primeira condenação foi emitida em 2017, acusado de receber propina das empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão.

Luiz Fernando Pezão

Luiz Fernando Pezão foi o primeiro a ser detido durante o exercício do mandato, em 2018, durante desdobramento da Operação Lava-Jato. O ex-governador foi condenado por improbidade administrativa e perdeu direitos políticos por cinco anos. Pezão ficou preso por pouco mais de um ano e foi solto no final de 2019.

Em suma, desde a redemocratização na década de 80, o Rio de Janeiro foi governado por Leonel Brizola, Moreira Franco, Nilo Batista, Marcello Alencar, Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral,Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel. Enfim, todos os eleitos, que ainda estão vivos, foram acusados de corrupção.

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