Está se tornando muito comum o uso de personagens pelas as empresas. Lu do Magalu, Novo Baianinho das Casas Bahia, Nat da Natura, são alguns exemplos disso.

Porém, como essas estratégia de Marketing ajuda uma empresa?

Para saber mais continue lendo.

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Como essa estratégia ajuda?

Antes de mais nada, é necessário entender como essa estratégia é benéfica para uma empresa. 

A maioria das pessoas se ligam muito à personagens, seja ele de filmes, desenhos ou séries.

Dessa forma, os personagens dessas empresas têm o objetivo de criar uma conexão maior entre cliente e empresa.

Por mais que não seja algo tão consciente assim, a maioria das pessoas, quando um personagem faz sucesso, consegue ligá-lo a marca.

Vamos a prática: você sabe dizer qual marca essa personagem representa?

Os segredos da Lu do Magalu, primeira influenciadora virtual do Brasil -  TMJuntos

Provavelmente sim. Assim, sem nenhum slogan da empresa em si, você já sabe o anúncio ou a propaganda que pode vir a seguir.

A Magalu, por exemplo, investe tanto na personagem que, quando você faz uma compra no site, quem faz todo acompanhamento do seu produto pelo Whatsapp, é um perfil da Lu.

Além dessa associação direta, as pessoas acabam tendo empatia por alguns personagens e podem querer conhecer melhor a marca. Por isso eles são sempre simpáticos, muitas vezes heróis, e até pode ser seu “amiguinho”.

Dollynho | Cogumelando Wiki | Fandom personagem de empresas.

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Os tipos de personagem de empresas 

Apesar de terem um objetivo “comum” na utilização dos personagens, as empresas trabalham eles de forma diferentes.

Mas, como assim?

Se pegarmos em geral, dá para colocar essas formas diferentes em dois grandes grupos:

  • Os que só querem associar o personagem à marca;
  • Os que querem colocar os valores da empresa nos personagens.

Primeiro grupo

Vamos ao primeiro grupo. Esse cria o personagem com a intenção de apenas os clientes baterem o olho e lembrar que aquela marca existe. Dessa maneira, um exemplo bom é o Mr. Pringles, da Pringels.

Mr. Pringles - Overview - DOTABUFF - Dota 2 Stats

Assim, o Mr. Pringles não tem uma personalidade por trás do personagem, também não tem nada que associa ele diretamente com o objetivo da empresa, que vende batatas.

Dessa forma, o único objetivo do Mr. Pringles existir é das pessoas identificar a marca quando bate o olho no personagem.

Segundo grupo

Já o segundo grupo investe mais nos personagens para dar uma personalidade a eles.

Dessa forma, a empresa quer prender a atenção do cliente e fazer com que ele conheça/goste da marca através dos personagens.

Um exemplo bom é o Bibendum, ou o famoso boneco da Michelin. Ele participa ativamente das propagandas, na maioria das vezes salvando as pessoas. Outro também é o coelhinho da Duracell.

Com isso, a Michelin, por exemplo, leva uma sensação de segurança, por mais que seja algo mais infantil, já que as pessoas querem essa sensação na hora de estar no trânsito.

Dessa forma, as empresas trabalham isso de diversas formas, seja criando fantasias para crianças, como faz o Toddynho, seja sendo seu/sua assistente na própria loja, como a “Nat” e a “Lu”, entre outros.

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Curiosidade: o personagem mais antigo do mundo

Agora que vimos um pouco da estratégia dos personagens de empresas, vamos para uma curiosidade.

O personagem mais antigo que está presente até hoje é:

Quaker Joins Forces With Rosario Dawson To Get Real About Nutrition

O “senhor Quaker” foi criado em 1877. O legal dele, é que ele passou pelos dois grupos citados acima.

Quando criado, o personagem foi inspirado em um grupo religioso, chamado “The Quakers”, que estava ” famoso” na época.

Eles tinham a fama de se alimentarem de forma muito saudável, e isso era um grande objetivo da empresa, ligar seus produtos a vida saudável. Com isso, ela se encaixa no segundo grupo.

Porém, essa narrativa foi perdendo força (tanto que a maioria das pessoas não sabem dessa informação) e hoje ele serve para nos ligarmos a imagem a marca.

Assim, ele hoje pertence ao primeiro grupo, mas também já foi do segundo. Será que algum personagem vai passar por esse processo também?

Outra curiosidade é que o Bibendum, o bonequinho da Michelin, é só 13 anos mais novo que o Senhor Quaker.

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