Em outubro de 2019 o Boletim Econômico fez um post sobre a guerra comercial entre EUA e China. Lá, falamos sobre alguns efeitos do conflito para a economia do Brasil e do mundo.

Uma dessas consequências é a desaceleração mundial da economia. Mas você sabe o que isso significa?

Por isso, viemos te explicar por que o mundo está desacelerando. Do mesmo modo, também vamos te contar porque o cenário econômico brasileiro não está indo tão devagar quanto o resto do mundo. Vem com a gente!

Por que o cenário econômico mundial está desacelerando?

Antes de mais nada, é preciso explicar o que é uma desaceleração econômica.

Uma desaceleração econômica acontece quando o nível de crescimento de uma determinada economia começa a diminuir. E esse nível é medido pelo PIB.

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Em 2019, a OCDE reduziu suas expectativas para o crescimento da economia do mundo. Segundo a organização, a estimativa antes de 3,2% agora é de 2,9%. Do mesmo modo foi divulgada a expectativa para 2020, que caiu de 3,4% para 3,0%.

De acordo com economistas internacionais, os efeitos no PIB são decorrentes da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que continuam em conflito tarifário. Dessa forma, a imposição de tarifas por parte de ambos países tem diminuído o nível de exportações e importações no mundo.

Segundo a OCDE: “A escalada dos conflitos comerciais está afetado cada vez mais a confiança e os investimentos, aumentando as incertezas das políticas, agravando os riscos nos mercados financeiros e colocando em risco as já fracas perspectivas de crescimento em todo o mundo”

Ainda mais, outros fatores contribuem para a esfriada da economia internacional. Um deles é o Brexit, que tem deixado investidores desconfiados sobre o futuro da União Europeia.

E a economia do Brasil?

A economia brasileira, que antes estava em uma forte crise, vem saindo do limbo aos poucos.

Em 2016, o PIB brasileiro era de 2,260 bilhões de dólares. Já em 2018, subiu para 2,309 bilhões, uma melhora positiva. Do mesmo modo, podemos comparar os valores brasileiros em termos comerciais, que em 2015 era de 106,41%, e em 2017 chegou a 117,16%. 

Dessa forma, podemos analisar que a economia brasileira obteve leves melhoras nos últimos quatro anos. Muito dessa melhora se deve ao cenário de exportações e importações do Brasil, que representa um enorme peso na nossa economia.

Um bom exemplo são os novos acordos agrícolas entre China e Brasil. Eventualmente, os acordos podem ser de grande proveito para o setor comercial brasileiro. Em maio, a China retirou tarifas do açúcar brasileiro, permitindo que nós exportássemos mais para a Ásia.

Pouco depois, em setembro, o país asiático permitiu que os frigoríficos brasileiros exportassem mais carne bovina, comprando quantidades cada vez maiores.

O Brasil nos anos 2000 se aproveitou do “boom das commodities” para adquirir reservas. Atualmente, se propõe a fazer negócios de larga escala novamente com a China. O presidente brasileiro citou que o país deve se aproximar cada vez mais dos chineses.

E o que acontece agora?

Logo, enquanto todo o do mundo tem consequências negativas pela guerra comercial entre EUA e China, o Brasil possui cenários positivos. Mesmo com nossas exportações e importações gerais sofrendo com a desconfiança internacional, o país tem se beneficiado do comércio chinês.

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Além disso, a reforma da previdência, mesmo criticada por grande parte da população, levantou o ânimo de empresários e investidores. (Clique aqui para saber como a reforma da previdência afeta a sua aposentadoria).

Desta maneira, resta ao povo brasileiro aguardar para ver até onde a economia brasileira conseguirá se recuperar, mesmo em passos lentos.

Por outro lado, é necessário acompanhar o desenrolar do conflito entre chineses e americanos. Principalmente visto que a economia mundial depende das conclusões da guerra tarifária.