Nós estamos ouvindo muito sobre uma recessão econômica na crise do coronavírus, porém, um setor está na contramão, o mercado imobiliário.

Mas, como esse mercado está crescendo mesmo com toda essa crise?

Hoje, o Boletim Econômico vai explicar o porquê de tudo isso, vem comigo que eu te explico.

A taxa de juros

Apesar de o Brasil estar cortando juros desde o início do governo Bolsonaro, uma das consequências dessa crise foi um maior declínio da Selic.

Nessa perspectiva, afim de incentivar o consumo e os empréstimos, o Banco Central reduziu a taxa para 2,25% ao ano.

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Lembrando que essa é a taxa básica de juros, junto a ela são somadas outras taxas para fazer um empréstimo e/ou financiamento.

Assim, um financiamento pelo banco Santander, por exemplo, que é o mais baixo do mercado, está a 6,99% ao ano.

Porém, o que mais mostra esse efeito sendo uma consequência do aumento de 8,2% de financiamento de imóveis com o mesmo período do ano passado, é a estabilização dos preços dos imóveis.

Dessa forma, a taxa de juros abaixou e o preço dos imóveis se mantiveram, fazendo com que seja “mais barato” um financiamento agora do que antes da pandemia.

Mas, podemos pensar também que as pessoas estão sem dinheiro para comprar uma casa, é ai que entra outro fator, o crescimento do mercado em anos anteriores.

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O crescimento do mercado imobiliário

O mercado imobiliário cresceu no ano de 2019, cerca de 30% em relação ao ano de 2018.

Dessa forma, a expectativa de crescimento era de 32% no ano de 2020, antes da pandemia, é claro.

Como o setor estava em uma crescente, muitas pessoas já estavam com o planejamento de comprar um imóvel.

Com isso, a pessoa que já estava com o planejamento, a partir da pandemia, viu uma oportunidade de comprar esse imóvel mais barato.

Vamos ilustrar uma situação para melhor compreensão.

Brendinha queria comprar um apartamento no bairro Coração Eucarístico, em Belo Horizonte. Antes da pandemia, ela já tinha olhado tudo dessa casa e tinha gostado bastante.

Ai veio o vírus, e Brendinha resolveu esperar um pouco mais para comprar o AP, devido as incertezas da economia. 

Porém, depois de um tempo, ela viu que as taxas de juros abaixaram e quis aproveitar a oportunidade para comprar a casa.

Ou seja, isso vem acontecendo entre os brasileiros, principalmente aqueles que não foram tão afetados pela crise assim.

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Ofertas

Como foi dito anteriormente, a taxa de juros virou um atrativo muito grande para quem queria financiar um imóvel.

Mas, as boas ofertas também foi um grande incentivo.

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, incluiu dentro do seu financiamento os custos de cartório e de transferência do imóvel.

Isso despertou a concorrência com os outros bancos, na qual não podem ficar para trás no mercado, e com isso, por exemplo, o Santander chegou a uma taxa de 6,99% ao ano.

A Caixa também aumentou muito o alcance desses empréstimos, tirando alguns pré-requisitos para conseguir o crédito.

E você? Deu vontade de comprar um imóvel agora? Compartilhe o texto com seus amigos!