Recentemente, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), atingiu seu melhor índice de aprovação desde o início de seu mandato.

Portanto, o BE irá analisar quais os motivos do recorde de popularidade de Bolsonaro e os possíveis impactos eleitorais.

O que dizem as pesquisas?

Segundo dados coletados pelo Datafolha, durante a primeira quinzena de agosto, a taxa de ótimo e bom do governo subiu de 32% para 37%. Além disso, a taxa de desaprovação caiu de 44% para 34%.

Este crescimento, no entanto, deixa para trás seus maiores índices de aprovação, registrados em abril de 2019, além de abril e maio de 2020, quando obteve 33% de Ótimo/Bom.

A pesquisa foi realizada por telefone e ouviu 2065 brasileiros de todas as regiões do país, constatando uma melhora da avaliação de Bolsonaro, principalmente, na região Nordeste.

Recorde de popularidade de Bolsonaro
Fonte: Datafolha

Além disso, o índice de ruim/péssimo registrou um recuo de 44% para 31% entre as parcelas mais pobres da sociedade. Assim como, entre a população menos escolarizada, onde houve uma redução de 13 pontos, indo de 40% para 27%.

Enquanto isso, a avaliação entre os eleitores que, já apoiavam o presidente mantiveram-se estáveis. Entre as regiões Sul, Centro-Oeste e Norte, a qualificação como ótima do governo ficou em 42%.

Já em relação ao enfrentamento à pandemia no Brasil, 47% dos entrevistados dizem acreditar que o presidente não tem culpa nenhuma pelas mortes. Em contrapartida, 11% o veem como principal culpado e 41% os que dizem que ele é um dos culpados, mas não o principal.

Impactos do Auxílio Emergencial na avaliação:

Assim sendo, o recorde de popularidade de Bolsonaro entre as várias classes está associado aos impactos positivos da transferência de renda através do Auxílio Emergencial.

Apesar da proposta inicial do governo ter sido um auxílio de R$ 200, graças a Câmara dos Deputados o valor concedido foi de R$ 600.

Ainda mais, o Auxílio Emergencial tem sido um fator determinante para a redução dos impactos da crise econômica causada pelo Coronavírus.

Desta forma, contando também com as famílias dos beneficiários, cerca de 120 milhões de brasileiros foram contemplados pelos pagamentos. No entanto, o custo mensal desta medida é cerca de R$ 50 bilhões, ao final de agosto terá custado R$ 250 bilhões aos cofres públicos.

Segundo o Datafolha, 53% do recurso é destinado à compra de alimentos, sendo o principal gasto dos beneficiários. Em seguida, 25% é designado ao pagamento de contas, 16% para despesas de casa e 1% para comprar remédios, entre outras respostas.

Contudo, ainda que a distribuição de renda seja uma política extremamente popular, ela bate de frente com as medidas defendidas pelos setores mais liberais do governo, como o teto de gastos.

Ainda mais, com o objetivo de substituir o Bolsa Família, Bolsonaro e sua equipe econômica planejam a criação do programa Renda Brasil. Atualmente, o Bolsa Família abrange mais de 14,2 milhões de brasileiros, fornecendo um valor médio de R$ 188 mensais.

Mudança na comunicação do governo?

Desde antes de tomar posse como presidente, Jair Bolsonaro possuía confronto com outros órgãos, como, por exemplo, o STF.

Todavia, a partir do início da pandemia e de outros eventos como as críticas dos 3 poderes, Bolsonaro tomou uma postura mais branda e negociadora, tentando atingir o consenso em várias áreas.

Além disso, o presidente tem mantido uma agenda cheia agenda de viagens, inaugurando obras por todo o Brasil. Deste modo, busca estimular uma proximidade com o eleitorado.

Ademais, o presidente tem falado sobre manter o Auxílio Emergencial até o fim do ano, num valor de aproximadamente R$ 200,00. 

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