Economicamente falando, 2020 foi um ano ruim e instável devido à pandemia do Coronavírus e tudo o que ocorreu depois. Muita gente parou de trabalhar temporariamente ou perdeu o emprego nesse ano difícil.

Teve também os auxílios emergenciais que foram usados como curativo para tentar fechar a ferida.

Mas, quais são as expectativas econômicas para 2021? Será que vai mudar alguma coisa ou ficaremos nessa incerteza? Continue lendo para tirar essas e outras dúvidas.

Nesse texto vamos mostrar duas visões diferentes. A visão do ministro de Economia, Paulo Guedes e a visão do Banco Central.

Visão segundo Paulo Guedes

Em primeiro lugar, o ministro da Economia, Paulo Guedes, está otimista em relação ao PIB. Ele tem esperança que o Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer até 4,5% em 2021.

Com a possibilidade de uma segunda onda de contaminação do Coronavírus, Paulo Guedes pretende manter o auxílio emergencial caso isso realmente se concretize. Além disso, vai decretar estado de calamidade pública novamente e tentar lidar com a situação.

Essas são medidas que não agradam muito operadores do mercado financeiro. Existe um grande indício da emenda constitucional do teto de gastos ser descumprida novamente em 2021.

A dívida pública ultrapassou 90% do PIB pela primeira vez e o déficit primário é de 861 bilhões de reais.

• Leia mais sobre o déficit primário em: Déficit nominal e primário: o que são e como calcular?

Mesmo assim, Paulo Guedes acredita que o Brasil voltou a crescer depois do choque do início da pandemia.

Ele afirma que o auxílio emergencial foi fundamental para a economia retomar o nível de atividade pré-crise em “V”, onde existe uma queda forte seguida de retomada rápida.

Segundo ele, o Brasil é resiliente e o brasileiro luta pela sobrevivência improvisando e se adaptando.

Transações com Pix têm que pagar imposto, defende Guedes | Brasil |  Tecnoblog expectativas econômicas 2021

Leia mais sobre a retomada em V em: Entenda como o Brasil está retomando a economia

Novo salário mínimo

O Ministério da Economia revelou também o possível novo salário mínimo para 2021. O novo salário será de 1.087,84 reais.

Porém, esse valor não é um aumento real, o que significa que apesar de ganhar mais o consumidor tem o poder de compra inalterado. Já os preços dos alimentos e outros produtos para o consumo continuarão subindo.

A questão é, apesar das pessoas terem um aumento do salário mínimo, esse não será condizente com o aumento dos preços dos produtos. Dessa forma, o consumidor com esse aumento, não conseguirá comprar melhor.

A justificativa do governo é de que, por causa da crise do coronavírus, que elevou muito o gasto, os cofres públicos não irão aguentar um aumento maior do salário mínimo.

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Visão do Banco Central

Roberto Campos Neto, presidente do Banco central (Bacen), também acredita no crescimento do PIB em 2021. Porém, a alta estimada é de 4%, em outras palavras, um pouco menor que a previsão do Paulo Guedes.

A grande queda do PIB no segundo trimestre de 2020 já era esperada, contudo hoje há indícios de recuperação.

O grande problema que impede a recuperação a economia é uma possível segunda onda de contaminação do Coronavírus.

A ameaça dessa segunda onda também gera o medo na população, em outras palavras, é difícil prever o comportamento delas, podendo chegar ao isolamento e ao não consumo.

Além disso, segundo o Campos Neto, não é possível ter juros baixos e inflação baixa sem disciplina fiscal, ou seja, são necessárias reformas para o equilíbrio das finanças públicas.

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