A expectativa de alta na economia do Brasil no início de 2019 era alta. Por outro lado, nem tudo aconteceu da maneira que foi prevista pelo novo governo. Para entender melhor, decidimos fazer uma retrospectiva econômica para você.

Nessa perspectiva, o ano foi marcado pela baixa inflação, e consequentemente pela baixa taxa Selic. Na contramão desses bons índices, a alta do dólar e a estabilidade do desemprego assustaram as pessoas do país.

Quer saber como tudo isso aconteceu no ano de 2019? Vem comigo!

robert carradine picture GIF retrospectiva brasileira

O “freio de mão puxado” do governo

Primeiramente, a confiança alta da indústria e dos investidores tinha origem da reforma da previdência. Mas, Bolsonaro e Paulo Guedes não esperavam que essa PEC (Proposta de Emenda à Constituição) demoraria tanto tempo para ser aprovada.

Dessa forma, o governo previa aprová-la no primeiro semestre do ano, porém, só foi aprovada no senado em Outubro. Assim, esse problema enfrentado pelo governo fez com que várias medidas econômicas fossem “deixada para depois”.

Em vista disso, o plano principal do governo para aumento de renda e de emprego estava atrasado. Com isso, grande parte dessa confiança se esvaziou, a população não consumia, a indústria não vendia da maneira planejada, e os investimentos caíram.

Como resultado desses fatores, os gráficos de confiança com medidas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e feito pelo site G1 é uma decida nessa retrospectiva econômica.

Índices da FGV medem a confiança na economia — Foto: Arte / G1 Retrospectiva econômica

Do mesmo modo, a “freio de mão puxado” também travou outro índice econômico do país. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi abaixo do esperado. A expectativa para o ano era em torno de 2,5% e acabou com 0,8%.

Tudo isso se dá pelo fato da renda não crescer e do desemprego não cair. Juntamente com isso, a população acaba não consumindo e, como resultado, o país não cresce.

Por outro lado, esse baixo consumo também influencia de maneira teoricamente positiva em outro índice econômico, a inflação.

Veja também: Reforma da previdência o que acontece com sua aposentadoria? 

A inflação na retrospectiva econômica

Aqui no Boletim Econômico já explicamos a relação entre consumo e a inflação, para saber mais, clique aqui.

Mas, para resumir, quanto mais a população consome mais os preços aumentam, e isso resulta em um crescimento da inflação.

A recíproca é verdadeira, quanto menos a população consome, a inflação também tende a diminuir. Para isso, tem-se outros fatores atrelados, o Brasil registrou um dos menores índices de inflação da história.

Dessa forma, esse foi um motivo de alegria para os brasileiros, que vive com medo do “fantasma da hiperinflação” que está presente desde os anos 90. No mês de Setembro, o Brasil apresentou uma deflação, fenômeno raro na economia.

Com isso, o gráfico da Inflação nessa retrospectiva econômica brasileira, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e feito pelo site G1, fica assim:

Inflação em 2019 — Foto: Arte / G1

Como tudo na economia está tudo atrelado, a inflação também causa reflexos diretos em outro índice econômico muito importante, a taxa básica de juros.

A taxa básica de juros (Selic) no ano

É um índice econômico muito importante, controlado pelo Banco Central (Bacen). Assim, um dos objetivos desse órgão é o controle da inflação, que ele faz através da Selic.

Nessa retrospectiva econômica, a Selic também apresentou um dos menores índices da história do país. Para acompanhar a inflação, o Bacen abaixou a taxa Selic, que começou em 6,5% ao ano e terminou 4,5% ao ano.

Nessa conjuntura, com o consumo baixo, a estratégia é aumentar o crédito no mercado. Dessa maneira, a baixa taxa de juros faz com que as pessoas e as empresas façam mais empréstimos, aumentando o consumo de produtos e os investimentos.

Com os dados do Banco Central, e realizado pelo site G1, o gráfico da taxa básica de juros no ano fica assim:

Taxa Selic em 2019 — Foto: Arte / G1

Porém na economia nem tudo são flores, a baixa taxa básica de juros está diretamente ligada a grande alta do dólar.

Mas, como ficou o dólar na retrospectiva econômica?

A alta do preço do dólar foi um fator desanimador na economia do país. Apesar de previsto pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, a alta do dólar saiu um pouco do controle. Chegou até ser necessário uma intervenção do Banco Central.

A baixa taxa básica de juros não é atraente para os investidores, com isso, o real não era a moeda preferida deles, pois ela não estava valorizando muito.

Assim, houve uma migração de moeda do real para o dólar que traz esse aumento desenfreado do dólar, trazendo o maior valor nominal da moeda desde o plano real, no valor de 4,25 reais.

A partir disso, o banco central leiloou dólares no mercado, para aumentar a oferta da moeda e diminuir o seu preço. A medida funcionou, e o dólar chegou a bater 4,06 reais em dezembro do ano passado.

Com isso, o gráfico da variação do dólar no ano, feito pelo site G1, fica dessa maneira:

Dólar em 2019 — Foto: Arte G1

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Eae, o que você espera para esse ano de 2020? Deixe nos comentários aqui embaixo!!!!!!