A situação no mundo não está nada boa. Alguns países estão piores do que outros, principalmente na América Latina devido à desigualdade social.

Um dos casos mais preocupantes é com o nosso país vizinho. As empresas estão fugindo da Argentina, gerando uma crise ainda maior.

Quer saber mais detalhes? Continue com a gente e descubra quando isso começou e porque piorou.

Crise na Argentina

A crise econômica na Argentina já havia se iniciado antes da disseminação mundial do Coronavírus. Na verdade, são oito anos sem crescimento econômico. Porém, com a pandemia, a crise só se agravou devido as medidas de combate à doença decretadas pelo governo, como a quarentena e suas consequências.

Como já dissemos, o problema é de longa data, mas o atual governo não proporciona às empresas um ambiente favorável, já que muda as regras a todo momento. Por exemplo, a recém criação de um novo imposto de 35% para gastos em cartão de crédito em dólar e mais restrições para a abertura de novas contas na moeda americana.

Isso gera insegurança às empresas, que decidiram sair do país para minimizar suas perdas.

A Argentina é o segundo país com pior desempenho na evolução do investimento estrangeiro direto por país neste século 21, segundo estudo da ONU entre 202 países e essa situação só piora com a saída das empresas.

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empresas estão fugindo da Argentina

Empresas que saíram do país

A lista de empresas que decidiram sair da Argentina só aumenta com o passar dos dias. Confira abaixo as principais empresas que deixaram o país.

Glovo

A Glovo, serviço de entrega de qualquer produto, tem 3 mil entregadores. Com a saída da empresa esses funcionários sem vínculos formais estão sendo realocados em aplicativos semelhantes. Já os 70 funcionários fixos da empresa na Argentina perderam o emprego.

Contudo, a Glovo continuará na América Latina, nos países do Peru, Equador, Panamá, Costa Rica e na República Dominicana.

Falabella

Da mesma forma, a Falabella, rede de lojas de departamentos chilena, também está pensando em abandonar a Argentina. Quatro dessas lojas, localizadas em Buenos Aires, estão com os dias contados devido à crise. A pandemia acelerou o processo de digitalização das vendas no varejo e isso afetou os resultados. 

Latam Argentina

A Latam Argentina foi a empresa que mais causou impacto na população quando anunciou sua saída do país. Tentando negociar, sem sucesso, uma redução salarial e das operações, acabou saindo de vez do país.

Isso ocorreu devido ao decreto presidencial que impedia demissões durante a pandemia. Com a saída, 1700 funcionários perderam o emprego. Além disso, outro fator que ajudou a tomar essa drástica decisão foi a incerteza de quando seriam retomados os voos comerciais e internacionais. 

Qatar Airways e Emirates

Contudo, para empresas como a Qatar e a Emirates, cujo voo a Buenos Aires era apenas um trecho de uma rota mais longa, foi só eliminar o trajeto que vinha até a capital argentina, desmontando assim os escritórios e a operação de recepção dos voos no aeroporto.

Da mesma forma, as empresas Air New Zealand, Pierre Fabre, Saint Gobain Sekurit, Basf, Axalta, Nike, Gerrescheimer e Wallmart também deixaram o país.

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Futuro

A Argentina já tem uma alta taxa de trabalhadores informais, cerca de 34%. Nesse sentido, com a saída das empresas muitas pessoas vão ficar desempregadas, recorrendo ao trabalho informal, aumentando assim essa percentagem e diminuindo a quantidade de trabalhadores com carteira assinada.

Após a pandemia a inflação tende a continuar, interferindo no capacidade de produção e diminuindo o mercado consumidor. Em síntese, o país fica cada vez menos atrativos para investimentos de empresas. 

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