Tudo sobre a participação de Bolsonaro no G20

Neste final de semana, sábado (21) e domingo (22), ocorreu a reunião da cúpula do G20, encontro entre as 20 maiores economias do mundo. A seguir, levantaremos as principais questões abordadas por Jair Bolsonaro (sem partido) na reunião.

O presidente brasileiro discursou em ambos os dias que percorreram os encontros. Em suas falas, Bolsonaro fez acenos para o eleitorado interno, assim como tentou melhorar a imagem do país no mundo. Principalmente na questão ambiental e econômica.

Primeiro discurso de Bolsonaro no G20

No primeiro dia de evento, o brasileiro deu início ao seu discurso fazendo referência à questão racial no país. Mesmo que indiretamente, era tratado ali do assassinato de João Gilberto Freitas, homem negro estrangulado por seguranças na quinta-feira (19).

Segundo Bolsonaro, “o Brasil tem uma cultura diversa, única entre as nações”. Porém, há “tentativas de importar para o nosso território, tensões alheias à nossa história”.

Estas tentativas, no entanto, buscam destruir a “essência” do povo brasileiro e “colocar em seu lugar o conflito, o ressentimento, o ódio e a divisão entre raças, sempre mascarados de ‘luta por igualdade’ ou ‘justiça social’. Tudo em busca de poder.”

Embora haja quem negue a urgência das questões raciais, 2020 foi um ano marcado por fortes protestos contra o racismo. Como o movimento Black Lives Matter (Vidas Pretas Importam) dos Estados Unidos. O movimento conseguiu influenciar atos em todo o mundo.

Combate à Covid-19:

Além disso, após esta introdução, Bolsonaro tratou do tema relacionado à pandemia de Covid-19. Bem como a questão das liberdades individuais quando tratado à vacinação.

“Juntos, estamos superando uma das mais graves crises sanitárias da história recente. Estamos vencendo as incertezas, as dificuldades logísticas e, inclusive, a desinformação.”

 “O Brasil se soma aos esforços internacionais para a busca de vacinas eficazes e seguras contra a covid-19, bem como adota o tratamento precoce no combate à doença.”

“No entanto, é preciso ressaltar que também defendemos a liberdade de cada indivíduo para decidir se deve ou não tomar a vacina. A pandemia não pode servir de justificativa para ataques às liberdades individuais.”

Bolsonaro no G20

Economia e reforma da OMC?

Ainda mais, Bolsonaro no G20 abordou sobre a economia e reforma da OMC (Organização Mundial do Comércio).

O presidente ressaltou a importância da injeção de liquidez no mercado internacional pelos países do G20, no valor de mais de 10 trilhões de dólares.

No âmbito nacional, Bolsonaro capitalizou medidas que buscaram auxiliar a economia interna:

“As medidas tomadas pelo nosso governo atenderam mais de 65 milhões de brasileiros com um auxilio emergencial. Com socorro a mais de 400 mil pequenas e medias empresas, preservamos cerca de 12 milhões de postos de trabalho.”

Por fim, a defesa da reforma da OMC marcou o fim do primeiro discurso de Bolsonaro no G20:

“O Brasil defende avanços nos três pilares da OMC: negociações; solução de controvérsias; e monitoramento e transparência.”

“Na reforma da Organização, queremos que a ambição de reduzir os subsídios para bens agrícolas conte com a mesma vontade com que alguns países buscam promover o comércio de bens industriais.”

Segundo discurso:

Por outro lado, no segundo discurso de Bolsonaro no G20, o líder afirmou lidar com “a realidade dos fatos” ao tratar das questões ambientais. Assim como declarou que irá “continuar protegendo nossa Amazônia, nosso Pantanal e todos os nossos biomas”.

Ainda mais, disse que nos últimos 40 anos, o Brasil passou por uma “revolução agrícola”. O que permitiu a preservação de mais de 60% do território brasileiro, com vegetação nativa, enquanto “exporta um volume imenso de produtos agrícolas e pecuários”.

“Ressalto que essa verdadeira revolução agrícola no Brasil foi realizada utilizando apenas 8% de nossas terras. Por isso, mais de 60% de nosso território ainda se encontra preservado com vegetação nativa”.

Ainda, reiterou a importância da preservação ambiental para gerar êxito aos acordos econômicos.

“Ao mesmo tempo em que buscamos maior abertura econômica, estamos cientes de que os acordos comerciais sofrem cada vez mais influência da agenda ambiental” disse.

Contudo, o Brasil tem sofrido forte pressão global. Isso, dado ao elevado índice de desmatamento e focos de incêndios. Acordos como o do livre comércio entre Mercosul e UE tem sido posto à prova.

Bolsonaro alegou que a pressão imposta pela comunidade internacional é feita por “nações menos competitivas e menos sustentáveis”.

Ao final, o presidente colocou o Brasil à disposição para “tornar o mundo realmente mais desenvolvido e mais sustentável”.

Como se saiu o G20 em meio à pandemia?

Neste ano, a reunião da cúpula do G20 aconteceu online. Em função da pandemia causada pela Covid-19. Assim sendo, o evento foi presidido pelo Rei Salman bin Abdulaziz Al Saud, da Arábia Saudita.

A cúpula teve como tema central “Percebendo as oportunidades do Século 21 para todos”.

Entre as questões mais debatidas estiveram medidas inclusivas e sustentáveis para a recuperação econômica global. Ainda mais, o debate a respeito da possível vacinação contra a Covid-19.

O BE é uma iniciativa de estudantes para estudantes. Por isso, se gostou do post, compartilhe com seus amigos e com seus familiares.

Deixe também sua opinião abaixo!

Total
0
Shares
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anterior

Crise política no Peru: o que está acontecendo e como nos afeta?

Próximo

Alexander Hamilton: quem é o homem por trás da nota de 10 dólares

Postagens relacionadas
Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele e concorda com a Política de Privacidade e os Termos de uso.
Total
0
Share